Sexta-feira, Março 13, 2009
Quarta-feira, Março 14, 2007
Gênios
Às vezes, acho que os gênios se revelam ao contrário. Não formulam nada que revolucionará a humanidade, não compõem sinfonias, não escrevem livros antológicos. Simplesmente são autores de frases, sugestões, explicações, que, num primeiro impulso, achamos que deveriam ficar para sempre escondidas. Mas não. São tão estúpidas que não posso admitir que não possuam valor. Não são muitos os bípedes que conseguem formular pérolas com as duas que relato a seguir...
I
Ontem, em algum jornal nacional, foi noticiado que em Mogi das Cruzes - SP, uma moça de vinte e poucos anos, mas com idade mental de 8 (oito), está desaparecida. Ela cursa a 5ª série de uma escola estadual, à noite. Durante a aula disse à professora que estava passando mal e queria ir embora, porém a professora não permitiu. Em seguida, ninguém explica como, ela conseguiu sair. Não foi mais vista. Sempre chegou ou saiu da escola acompanhada da mãe ou da irmã. A família não entende por que a escola não avisou que a estudante passava mal. A direção da escola não se pronunciou. E eis que surge, das entranhas da Secretaria Estadual de Educação, a resposta genial:
Não consta de nenhum registro da escola a informação de que a moça possuía algum tipo de deficiência mental. Além disso ela é maior de idade e não poderia ser impedida de sair.
II
Parênteses
Estava eu preparando o texto que reescreverei em seguida, quando de repente não mais que de repente, acabou a luz. Depois, quando fiat lux novamente, não é que encontrei o sujeitinho aí de baixo, estático, sobre um beliche...
Durante a noite alguns fenômenos aconteceram. Caiu a tábua de passar roupa, cocozinhos apareceram no banheiro e um caqui foi covardemente trucidado.
Saiu de casa agora há pouco. Primo do gambá, também conhecido como cuica. Extremamente chegado num caqui. Muito simpático e espaçoso.
Quarta-feira, Março 07, 2007
O jeito Globo de ser - Esportes
Mário Quintana escreveu uma vez que todos nós, além do Dr. Jekyll e Mr. Hyde, temos um Mister Wong. Ele não é bom, nem mau, simplesmente gratuito. Em um teatro, enquanto Dr. Jekyll presta atenção na ópera e Mr. Hyde cobiça o decote da vizinha, Mister Wong conta carecas na platéia. Já outro Mário, o de Andrade, disse que era trezentos, trezentos e cinqüenta. Enfim, somos muitos. E dentre outros tantos, existe um que acredito seja uma exigência da rede Globo para seus funcionários. Não sei que nome daria a ele, mas sei que também habita um mundinho próprio. Seria uma espécie da Galvão no País das Maravilhas. (Por sinal, dizem que todos os contratados fazem um cursinho com ele. É sério. Dizem até que acumula as funções de narrador 1A, capelão e entrevistador chefe do RH). Politicamente correto, bom moço, não bebe, não fuma, não faz e não menciona a palavra sexo. Ama o Brasil, Rio de Janeiro, Ipanema, bossa-nova, que coisa mais linda, mais cheia de graça. Adora o brasileiro humilde, povo honesto, sofrido, limpinho e, apesar de tudo e de todos, de bom-humor. Idolatra todos os conterrâneos que foram “lá fora” e conseguiram vencer. Se chamar Ronaldo, melhor ainda.
Pensei nesse monte de coisa quando domingo, assistindo a uma competição de triatlo que fazia parte dos “jogos mundiais de verão” (vá anotando, isso também faz parte da globolândia), o narrador, Luiz Roberto, soltou a seguinte pérola: “lá vem o mexicano, querendo botar água no nosso....no nosso...no nosso suco”. Pois é, lá não se pode falar em chopp durante uma competição esportiva, não é legal. Não fosse o bastante, o comentarista Lauter Nogueira resolveu demonstrar que também possui os atributos para ser reconhecido como cidadão honorário do mundinho. Falou sobre alguém “botar água no nosso isotônico”. Veja bem, não é gatorade, é isotônico.
No mundinho, o Brazil zil zil, é o máximo. Pelo menos no esporte e nas artes. Voltemos ao caso de domingo. O tal do desafio de triatlo era por equipes. Três atletas de cada país, sendo que o vencedor seria a EQUIPE. Well, os mexicanos dispararam já na primeira bateria e o Brazil zil zil ficou em 5º. Na segunda bateria, um dos brasileiros se estatelou no chão e ficamos mais longe e com apenas dois atletas. Porém, na última bateria, como num passe de mágica, já não interessava mais o título por equipes, mas sim a vitória individual naquela bateria, mostrando que brasileiro não desiste nunca. E um brazuca ganhou. Não sei se chegaram a tocar “tan tan tan – tan tan tan”, mas Brazil zil zil eles fizeram. É assim, se o país não se destaca mundialmente em determinado esporte, inventa-se uma competição que possamos ganhar. E se não ganhar, dá-se um jeito....
Quer coisa mais triste que os quase semanais torneios de futebol de areia (sul americano, latino americano, ibero americano, copa américa, mercosul, e todas as suas combinações)?
Preparem-se para os jogos panamericanos...
Sábado, Fevereiro 24, 2007
Sábado, Outubro 28, 2006
O Médico e o Monstro - Dr. Alckmin e Mr. Geraldo
Falta de sintonia
Terça-feira, Outubro 24, 2006
Enfim, qual é a diferença? - II
Precisa dizer mais alguma coisa?




